Um emaranhado de problemas continua a agravar a crise econômica vivida pelo Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a taxa de desemprego bateu novo recorde no primeiro trimestre de 2017 e chegou a 13,2%, atingindo 14,2 milhões de brasileiros.
Por causa do aumento do desemprego, a queda no rendimento, as altas taxas de juros, o colapso político, a queda na confiança dos consumidores e os reflexos da crise mundial, os trabalhadores sentem o peso da elevação dos juros e a alta de preços nos itens básicos de consumo.
Neste contexto, milhares de pessoas estão buscando alternativas criativas para ganhar dinheiro em meio à crise. Alguns buscam novas atividades para garantirem uma renda extra ou até mesmo como renda principal.
Sam Walton, fundador do Wal-Mart, em plena recessão de 1991, cunhou a frase que se tornaria um mantra para os corajosos que decidem seguir a carreira de forma autônoma: ‘Me perguntaram o que eu achava da recessão. Pensei a respeito e decidi que não participaria dela.’
A exemplo desse que é um dos maiores nomes da história do varejo mundial, muitos empreendedores que hoje empregam milhares de pessoas abriram seus negócios em períodos difíceis. A questão central é que a maioria das pessoas que deseja começar a empreender em casa, não sabe nem por onde iniciar o projeto. Ou até inicia bem, mas acaba se perdendo no meio do caminho.
Que tal algumas dicas para você dar o primeiro passo rumo ao sucesso como empreendedor? Confira!
1) Fazer o que gosta e possui experiência ou arriscar-se em um novo mercado?
Começar um novo negócio fazendo o que mais gosta e possui experiência, pode ser uma alternativa para aqueles que buscam ter mais facilidade no início de carreira como autônomo. No entanto, caso você vislumbre possibilidades de retorno em alternativas diferentes deste cenário, não há problema em se arriscar e lutar para dar certo. Tenha em mente que a falta de conhecimento/experiência pode deixar o caminho um pouco mais difícil, mas não impossível. Fazer cursos na área pretendida ou empreender algum tipo de pesquisa de mercado pode ser útil neste momento.
2) Planejamento é tudo
Começar pequeno, investindo aos poucos, conforme a demanda ajuda a reduzir riscos. Qualquer que seja o negócio que se pretenda montar é recomendável manter um bom planejamento estratégico, que contemple um capital de giro próprio.
3) Organize seu tempo e espaço
Se você decidir trabalhar em casa, faça uma demarcação de espaço e encare-o com disciplina e responsabilidade. Deixe claro para a sua família que este espaço deve ser respeitado como tal. Além disso, estipule horários e comprometa-se para cumpri-los, afinal, trabalhar em casa não significa necessariamente trabalhar menos. A grande vantagem é poder organizar seu tempo com base nas suas necessidades, garantindo mais flexibilidade e autonomia para o dia-a-dia.
4) Consulte órgãos públicos sobre os trâmites legais, licenças, impostos e procure formalizar sua empresa
Trabalhando na informalidade, você com certeza perde a chance de fazer excelentes negócios e deixa passar entre os dedos boas oportunidades de lucro. Ter um CNPJ possibilita, por exemplo, comprar de fornecedores adequados (pois atacadistas exigem a Pessoa Jurídica) e vender para o setor público.
Um empresário regularizado também tem acesso a financiamentos voltados a negócios. Grandes bancos como o BNDES oferecem linhas especiais para pequenos e microempreendedores.
5) Verifique com seu contador a possibilidade de enquadrar a atividade no simples ou no MEI
Se você quer abrir um pequeno negócio, a formalização como MEI pode trazer inúmeras vantagens. Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. Além disso, cadastrar-se como MEI também permite ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.
6) Conte com um bom software de gestão para emitir notas e controlar seus negócios
Existem diversas alternativas para um trabalhador autônomo emitir suas notas fiscais eletrônicas (NF-e, NFC-e e NFS-e é o Siac Net Nfe). Uma das mais completas é o Siac Net NFe, sistema completo que apresenta excelente custo-benefício. O software que é totalmente online, pode ser contratado por R$ 20,00/mês no plano anual, ideal para micro e pequenas empresas que precisam emitir notas, e querem fugir da contratação de softwares mais completos e consequentemente mais caros, com funções que lhe seriam inúteis.